Ela trancou seu coração numa caixinha pequena.
De lá ele não pôde ser tirado.
Estava cheio de brilho, vistoso, glorioso.
Intocado.
Ela trancou seu coração numa caixinha.
Ela deixou-o respirar o próprio ar.
Ela deixou-o ver apenas o próprio mundo.
Estava tão lustroso...
Limpo.
Ela trancou seu coração numa caixinha.
Ela não o deixou escapar em nenhum minuto.
Ela cuidava dele tão bem...
Ele era tenebroso, lá dentro era escuro...
Sozinho.
Um pequeno e egoísta coração se formou.
Ele amava a si mesmo...
No seu canto preferido.
Ele batia polidamente.
Na frequência dele.
Sozinho.
Egoísta.
Despreparado.
Ela trancou seu coração numa caixinha.
Então, ele ficou empoeirado?
Um coração egoísta agora amedrontado.
Nada sabia fazer diante do outro ao seu lado.
Ela trancou seu coração numa caixinha.
E ele permaneceu ali morfado.
Percebeu tarde que não seria encontrado.
Morreria arfando com medo do seu lado.
Ela trancou o pobre coração na caixinha.
E ele morreu malfadado.
Gostou tanto de si que esqueceu o lado.
Não se conformou em ser deixado.
Um pequeno e egoísta coração se formou.
Ele amava a si mesmo...
No seu canto preferido.
Ele batia polidamente.
Na frequência dele.
Sozinho.
Egoísta.
Despreparado...
Até morrer por ele mesmo arrastado.
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