Quando olham para ela
veem um corpo.
Um velho rosto.
Num velho torpor.
Ela arranca seus males de vez em quando.
Rasga suas roupas sujas.
Compradas com o dinheiro dele.
Mas as usa no dia seguinte
como um símbolo de sua insignificância.
Algum dia ela vai morrer.
Ela repete isso sempre.
Ela tem muita vontade de que aconteça
mas isso é o castigo dela.
Ela não pode se matar.
Porque ele já o fez.
Ela tenta adentrar as flores.
Ela tenta cheirar a novo.
Mas ela sempre acaba como flores de caixões.
Ela sempre acaba como a terra molhada pelo fim da chuva.
Fria e morta.
Morfada pela desgraça.
Ela sempre tenta ser uma boneca.
Fazer tudo de podre parecer bonito.
Mas ela sempre volta.
Ela sempre morre outra vez.
E ela vai morrendo.
E morrendo.
Algum dia ela vai morrer.
Ela repete isso sempre.
Ela tem muita vontade de que aconteça
mas isso é o castigo dela.
Ela não pode se matar.
Porque ele já o fez.
Ela vai morrendo a cada dia de vida.
Ela vai chorando.
Ela vai suportando.
Apenas por não querer fazer o mesmo que lhe trouxe a desgraça.
Mas tudo apodrece...
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